quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Tarifas de ônibus pesam e prévia da inflação oficial acelera
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,76% em janeiro, resultado superior ao de dezembro (0,69%), segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador é uma prévia do índice utilizado nas metas de inflação do governo brasileiro. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou alta de 6,04%.A aceleração do índice em janeiro se deve a itens importantes no orçamento das famílias, como as tarifas de ônibus urbanos, que tiveram variação de 1,77% no período. O resultado refletiu os aumentos de 3,48% nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Salvador, 3,33% em São Paulo, e 1,74% no Recife. Segundo o IBGE, as tarifas dos ônibus intermunicipais e interestaduais subiram 1,30% e 1,34%, respectivamente.Além dos ônibus, o etanol apresentou aumento de 4,31% em seus preços, levando a gasolina a ficar 0,55% mais cara em janeiro. Assim, o grupo transporte passou de 0,17% para 0,89%.O grupo habitação também acelerou na última medição, de 0,51% para 0,60%. O aumento é resultado da alta nos aluguéis (de 0,73% para 1,23%) e condomínio (de 1,04% para 1,28%), assim como os artigos de residência (de -0,34% para 0,58%). Desta forma, os produtos não alimentícios registraram variação de 0,62% em janeiro, bem superior à taxa de dezembro (0,34%).O grupo alimentação e bebidas teve desaceleração, passando de 1,84% em dezembro para 1,21% em janeiro. No período pesquisado, alguns alimentos apresentaram taxas de crescimento menos intensas ou em queda. O item carnes passou de 1,08% para 0,11%, açúcar cristal (de 4,12% para 2,07%), açúcar refinado (de 8,24% para 3,04%), feijão carioca (de -12,72% para -16,98%), feijão preto (de -0,46% para -3,53%) e batata-inglesa (de -3,62% para -2,53%).Na outra ponta do grupo de alimentação ficaram os itens com aumentos expressivos, como o tomate (de -6,19% para 23,47%), a cebola (de -3,15% para 5,55%), a cenoura (de 0,20% para 25,09%), as hortaliças e verduras (de -1,43% para 8,57%) e as frutas (de -1,16% para 3,93%).
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