quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

pesticidas matam abelhas


Estudo do Laboratório de Pesquisa sobre Abelhas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indica que o desaparecimento do inseto está associado a pesticidas. O trabalho, divulgado pelo jornal britânico Independent , informa que a morte das abelhas contribui para a fome no planeta. Oitenta por cento da produção de alimentos depende do “trabalho” de polinização executado por elas e por outros insetos.

Mesmo em volume muito baixo, inseticidas, especialmente os neonicotinoides (como o imidacloprida), que imitam propriedades da nicotina, matam abelhas, segundo o trabalho. O laboratório Bayer garante que eles são seguros para abelhas, se aplicados corretamente.

A pesquisa informa que os neocotinoides contaminam as plantas e o néctar e o pólen usados pelos polinizadores. Segundo os cientistas, o veneno ataca o sistema nervoso dos insetos e as colmeias entram em colapso.

Segundo o professor do Centro de Estudos de Insetos Sociais da Unesp Osmar Malaspina, a pulverização aérea, principalmente em plantações de laranja, é uma ameaça a abelhas. Pesquisa realizada por ele de 2008 a 2010 em 10 mil colmeias de abelhas africanizadas mortas por pesticidas na região de Rio Claro, em São Paulo, encontrou sinais de neonicotinoides em 800 a mil colmeias.

Nos Estados Unidos, a destruição de colmeias por pesticidas chegou a 23% de todas as criações entre 2006 e 2007. O estudo A Saúde das Abelhas Melíferas no âmbito dos países da União Europeia reforça a preocupação como desparecimento do inseto. A média anual de baixas nas colmeias chegou a 30%, quando a mortalidade natural é de 10%. O uso dos pesticidas seria o motivo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário